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“Bora pedalar”? Bicicletas se destacam como modal na pandemia

Vários países passaram a incentivar a utilização de bicicletas para evitar aglomerações nos meios de transporte público e reduzir a disseminação do coronavírus.



Para mover pelas cidades, conter o contágio pelo coronavírus e melhorar a saúde do corpo e da mente, as bicicletas se destacaram como alternativa viável para o cotidiano dos indivíduos em tempos onde vigoram medidas de distanciamento social. Além de buscar as bicicletas para se movimentar e se exercitar, no novo normal, as pessoas passaram a adotar as bicicletas para evitar aglomerações. No início da pandemia, com lojas fechadas, muitos clientes recorreram às compras on-line para garantirem sua “magrela”. No entanto, no ato da compra o prazo de entrega das bikes era longo tendo em vista a relação entre alta demanda e baixa produção ocasionada pelo fechamento de fábricas devido às restrições impostas para conter o avanço da covid-19.


Incentivo à mobilidade urbana por bicicletas


A pesquisa origem–destino do Metrô de São Paulo (2017) indicou que quase 60% das saídas (ida e volta) na capital são menores que 5 km. Com o estímulo do poder público, esses pequenos deslocamentos poderiam ser realizados por bicicletas, reduzindo os congestionamentos, poluição, ruídos, desgastando menos as pessoas, ganhando tempo e saúde.




No entanto, percebe-se que no Brasil as ações do poder público voltadas para a mobilidade urbana através de bikes ainda são raras. A oferta de subsídios para aquisição e manutenção de bicicletas e a ampliação de ciclovias seriam boas alternativas para impulsionar o crescimento do número de ciclistas nas cidades, que consequentemente, poderia desafogar o transporte público, reduzir os congestionamentos, minimizar a emissão de gases poluentes e incentivar a adoção de hábitos saudáveis.


Em Belo Horizonte, nas últimas semanas que precederam o pleito eleitoral, a mobilidade urbana foi pauta de vários candidatos à prefeitura da cidade. Alexandre Kalil (PSD), reeleito como prefeito de Belo Horizonte, disse recentemente que ampliou a disponibilidade de ciclovias na cidade para auxiliar, sobretudo, os entregadores de encomendas solicitadas nos canais digitais. Para o seu segundo mandato, Kalil afirmou que tem em seu plano ampliar o uso da bicicleta como modal na cidade. No entanto, ressaltou dois desafios para a concretização desse projeto: a viabilidade da topografia e o trânsito da capital que já está “espremido”.


Exemplos e possibilidades


Para que as bicicletas tomem conta das ruas brasileiras, torna-se necessário o desenvolvimento de uma política de infraestrutura e de estímulo à mobilidade urbana por este meio de transporte. Nesse sentido e impulsionados pela pandemia da COVID-19, vários lugares do mundo alavancaram iniciativas para estimular a mobilidade por bicicletas, como é o caso de Milão, Londres, Paris, Berlim, Nova York e Vancouver.


No Brasil, a pandemia da COVID-19 impulsionou reformas na malha cicloviária de Vitória (ES). A obra iniciada em setembro de 2020, está estimada em cerca de R$ 6,3 milhões e prevê a recuperação de 30 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas em várias partes da capital. Em Bogotá, na Colômbia, novas ciclofaixas foram criadas como soluções para viabilizar a mobilidade urbana em tempos de pandemia.


Em suma, as bikes podem não ser apropriadas para todas as pessoas, nem para todos os tipos de percursos, mas os exemplos acima indicam que as cidades têm capacidade de encontrar uma combinação adequada entre alterações no desenho urbano e políticas de estímulo ao uso das bicicletas como modal de transporte urbano durante e após a pandemia.



Palavras-chave: bicicletas, bike, pandemia, mobilidade urbana.

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